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“A magia destes encontros é mesmo a partilha de conhecimento”

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Balanço positivo para o 3º encontro do Movimento Maker Portugal, que juntou, no Parque Tecnológico de Óbidos, uma comunidade de makers oriundos de vários pontos do País.

Esta iniciativa, que contou com o apoio do parque tecnológico, teve como objetivo apresentar, demonstrar, partilhar e pôr em prática conhecimentos nas áreas de “Home Automation” e “Impressão 3D”, com recurso a desafios, dinâmicas e muita experimentação.

“A magia destes encontros é mesmo a partilha de conhecimento”, começou por referir Bruno Horta, o percursor do movimento. Além disso, e fundamental nestas iniciativas, é a capacidade que têm de “envolver a comunidade, de juntar pessoas que gostam de tecnologia, e de lhes dar a possibilidade de aprenderem uns com os outros”. Tudo isto “para que possam tornar as suas casas mais tecnológicas e, quem sabe até, construírem produtos que possam ser comercializados”.

Quanto à escolha do local para o encontro, a justificação, segundo o maker Henrique Fidalgo, é muito simples. “Enquanto espaço de incubação de empresas, de startups”, e considerando que “muitas delas começam com makers”, o parque tecnológico foi “o espaço ideal para juntarmos esta comunidade”.

“Todos nós somos makers, com capacidade para criarmos algo. Mesmo sem termos grandes conhecimentos”, sublinha Bruno Horta. “Estes encontros são acima de tudo espaços comuns de partilha”, de promoção da aprendizagem, mas que servem também de inspiração para que “outras pessoas se assumam como makers”.

No encontro de sábado, os participantes foram desafiados a criar sensores de leitura de temperatura e luminosidade, cuja informação, enviada para uma plataforma específica (Home Assistant), permite definir regras, criar automatismos e controlar dispositivos de forma remota (como por exemplo acender ou apagar uma luz).

Entre os desafios esteve também o desenho e a conceção de uma caixa, impressa numa impressora 3D.

Depois de Leiria, Lisboa e Óbidos, o Movimento Maker ruma, em dezembro, a Aveiro e Coimbra.

De referir que o Movimento Maker conta, em apenas seis meses de existência, com cerca de 1.000 membros em Portugal.