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Empresa do parque tecnológico desenvolve plataforma com IPST

Paulo Oliveira, Paulo Guerra e Bruno Catarino - da esq. para a dir.Está a funcionar em pleno em mais de meia centena de hospitais de Norte a Sul do País, e tem desenvolvimento da jam.hubSolutions, empresa do Parque Tecnológico de Óbidos. O Registo Português da Transplantação (RPT), em produção desde meados de 2016, é uma plataforma de âmbito nacional, que centraliza toda a informação disponível sobre o processo de doação, colheita e transplantação de órgãos e tecidos, e veio agilizar o trabalho que cada um destes momentos exige.

O RPT, regulado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST), permite “aos hospitais portugueses oferecer um acompanhamento completo aos seus pacientes, desde a sua identificação enquanto candidatos a um transplante até ao acompanhamento dos pacientes e dadores vivos (existentes para rins e fígado) após o transplante. Já do lado dos profissionais de saúde, esta é uma poderosa ferramenta de facilitação e agilização do seu trabalho que lhes disponibiliza, em tempo real, a informação necessária e suficiente à decisão clínica, automatizando, em simultâneo, a comunicação entre o corpo clínico e entre este e os pacientes, eliminando a necessidade de comunicar dados críticos através de outros meios (como fax, telefone ou papel)”, referem Paulo Oliveira, Paulo Guerra e Bruno Catarino.

A análise para o desenvolvimento da aplicação foi iniciada em setembro de 2014.

2016 ano recorde em transplantes e número de dadores em Portugal

Dados recentementre avançados pelo Jornal de Notícias (JN) apontam para um ano recorde em número de dadores de órgãos e de transplantes em Portugal.

O IPST “dá conta da transplantação de 841 órgãos entre janeiro e 20 de dezembro, mais 17 do que em todo o ano de 2015 e mais 94 do que em 2014”, lê-se na edição online de 02 de janeiro do JN. “Nunca houve tantos dadores de órgãos nem se fizeram tantos transplantes em Portugal como em 2016”.

Portugal figura em “quarto lugar entre os países com uma taxa de doação mais elevada, sendo só ultrapassado por Espanha, Bélgica e Croácia (…). O transplante mais comum em Portugal é o transplante do rim, sendo que, só este ano, registaram-se 485 transplantes deste órgão”, lê-se também na edição online da TVI24.